"...sem a música
a vida seria um erro..."
participe desta ação para contar a breve história de uma utopia sonora que embalou a vida de um grupo de jovens e adolescentes na metade da década de 90 na ilha de santa catarina.
o primeiro registro será em um livro de mesa, depois quem sabe, um vídeo documentário?

1995
como um grupo ou melhor, um bando ou quem sabe melhor ainda, um bando de ajustados e desajustados, seres marginais (no sentido de quem vive à margem, sem nenhuma grana ou influência local) que orbitava em torno da Praça XV, interfere diretamente na cena musical de uma capital no sul do país, e ainda consegue resultados concretos?
nada contra ocupar espaços públicos apenas para ficar relaxando, viajando e reclamando de tudo
(ou quase tudo) essa pode ser uma escolha válida... no entanto, com um pouco de coragem e
muita ousadia (cara-de-pau) é possível tentar realizar algumas atividades, mesmo que as coisas
não saiam como planejado...
1996
após percorrer a grande Florianópolis em busca de patrocínio e receber "não" como resposta em 99,99% das tentativas, a reação mais comum seria simplesmente desistir.
no entanto, o bando decidiu explorar outras alternativas... "Se aqueles que têm condições não querem apoiar, vamos tentar com quem não tem". isso se assemelha ao lema do Manifesto Canibal*: "A revolta dos que nada têm e tudo fazem, contra os que tudo têm e nada fazem!"
o período foi marcado por desafios... com uma série de táticas que incluíram shows, festas, rifas, pedágios, empréstimos a juros altos, vendas diretas, pré-vendas, conflitos com a lei e detenções. após 16 meses, o primeiro disco finalmente foi lançado...
* Obra clássica sobre produção de cinema marginal de Petter Baiestorf e Coffin Souza, lançado em 2004.

resgate histórico com boatos, mentiras e meias verdades de um atrapalhado selo de gravação que na metade dos anos 90 movimentou a cena musical da capital catarinense, inaugurando uma nova maneira de viabilizar "o fazer cultural" sem ortodoxia, com um modo de ação que anos depois a academia e o "mundo" coorporativo batizariam de "economia criativa", "crowdfunding" ou outras anglofonias...

a proposta mantém a essência do Micróbio: buscar pessoas dispostas a colaborar/participar de maneira eficaz, independentemente de suas crenças ou orientações. o principal objetivo é criar uma rede autêntica de participantes, com ou sem recursos financeiros.
aqui, o modelo de ação é tão relevante quanto o produto em si, o livro conta uma história significativa sobre como foram lançados sete álbuns autorais de músicos estreantes na cena da ilha e será o resultado de colaboração
coletiva efetiva.

essa ação se dá à margem do sistema convencional, mesmo utilizando algumas de suas ferramentas. optamos por criar uma rede "orgânica" com pessoas reais e não apenas perfis. não buscamos marcas (grandes, médias ou pequenas) ou renúncias fiscais em qualquer instância. não faremos publicidade ou redes sociais próprias além desta página. se você tiver recursos, pode adquirir o livro ou fazer uma colaboração de acordo com sua condição; caso contrário, compartilhe a história organicamente em seus perfis, converse com seus amig@s e crie um ponto de apoio ao Micróbio, agradecemos por isso. buscamos pessoas que desejam conexões reais e acreditam que mudanças significativas podem ocorrer com a participação de muitos, agindo coletivamente e cooperando de maneira eficaz, podemos promover mudanças estruturais na realidade econômica e social.















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