1995
Atualizado: 11 de set.

Um grupo ou melhor, um bando ou quem sabe melhor ainda, um bando de ajustados e desajustados, seres marginais (no sentido de quem vive à margem, sem nenhuma grana ou influência local) que orbitava em torno da Praça XV e aos finais de semana aproveitavam as praias da ilha de Santa Catarina, para rodas de violão em volta de fogueiras, interferiu diretamente na cena musical da capital do estado e mesmo com todas as limitações da época conseguiu resultados concretos.
O bando nunca teve algo contra ocupar espaços públicos apenas para ficar "relaxando", viajando e reclamando de tudo (ou quase tudo) é uma escolha válida... no entanto essa é uma postura que muitas vezes leva ao tédio vazio.
Para fugir do tédio vazio abraçaram algumas utopias (mesmo conscientes da distopia neoliberal que se firmava no horizonte do pais) e descobriram que com um pouco de ousadia e muita cara-de-pau é possível alterar algumas realidades e realizar algumas atividades para construir uma humanidade para além do livre mercado, para além da lógica extrativista, para além de modelos econômicos que favorecem a muito poucos e prejudicam uma ampla maioria.





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