1996

a produção musical na ilha vivia um verdadeiro fervor, repleta de ritmos variados, talento em composição, harmonia, músicos e vocalistas de alta qualidade. no entanto, não havia políticas por parte dos órgãos oficiais para canalizar essa energia, aproveitando o momento para promover a geração de trabalho e renda através da produção musical, incrementando a economia local.
a lógica de editais ainda sequer havia começado e as vantagens oferecidas pelos poderes públicos, eram distribuídas na visão “clássica-erudita-folclórica” do que constituía arte ou cultura, levando em conta, principalmente, as relações de “compadrio” entre alguns artistas e gestores culturais.
sem patrocínio ou paitrocínio
só com muito bom humor para o bando seguir em frente ouvindo "não-atrás-de-não" e absurdos, inclusive de parte dos músicos, quando ouviram a proposta para um Sistema de Gravação Cooperativada: "Cooperativa é coisa de pescador"... tanto foi, que o convite para a festa de lançamento do selo, realizada em 1996 no antigo "Café Matisse" (CIC - Centro Integrado de Cultuta - Florianópolis) foi um deboche assinado pela "PicaretAssociados" uma "joint venture" do bando da Cia de Cultura e Micróbio GravaSons.





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